Panelas: uma mania


Acho que você já perceberam que sou APAIXONADA por panelas, né? Tenho quase todos os tipos e de quase todos os materiais existentes!
Foi por isso que me convidaram para dar uma entrevista para o Jornal Correio de Uberlândia.
A entrevista foi em junho mas eu tinha me esquecido de contar para vocês.
Posto hoje a entrevista e uma das fotos que tiraram!
E tenho que agradecer a Lygia, que me entrevistou, e o Paulo que fotografou, que são pessoas ótimas!

Aqui está toda a matéria:

“A escolha parece ser fácil durante a compra de panelas. As peças são escolhidas de acordo com o orçamento do comprador e com a aparência do utensílio. Apesar de serem indispensáveis na maioria dos lares brasileiros, a compra é feita sem maiores cuidados. O que poucos consumidores sabem é que alguns materiais trazem benefícios à saúde, outros são indiferentes e há ainda os que podem ser prejudiciais.

Estes resultados dependem da forma como as panelas são usadas, lavadas e guardadas. De acordo com a nutricionista Flaviana Pereira de Oliveira, especialista na área de produção, há pouca informação sobre o assunto à disposição dos consumidores. “A maioria das pessoas não sabe como usar as panelas que tem em casa ou escolher a mais adequada. Muitas vezes, as donas de casa cometem erros que podem facilmente ser evitados”, disse.

O principal erro, segundo ela, é usar a esponja de aço para limpar os utensílios. “Primeiro, porque a esponja tira a proteção das panelas e arranha a película que evita contaminação, no caso das de alumínio, por exemplo. Depois, porque ela solta resíduos e não é segura. Em cozinha onde haja um nutricionista por perto, esponjas de aço não entram. O ideal é usar fibras naturais para limpar”, afirmou a especialista.

O cozinheiro também não pode se esquecer de que existe a interação entre os alimentos e as panelas. A panela de ferro pode ser um exemplo. Ao utilizá-la para cozinhar ensopados, refogados e molhos – uma tradição, sobretudo na cozinha mineira -, o alimento fica enriquecido com ferro e ajuda no combate à anemia.

Frituras

Já no caso de frituras, seu uso não é recomendado, porque a substância pode deteriorar o óleo. “Todas as panelas têm vantagens e desvantagens. Tudo depende do cuidado de quem as usa”, disse a nutricionista.

Os únicos dois tipos de panelas que não liberam substâncias, as de vidro e as de titânio, não foram encontradas à pronta-entrega nas lojas de utilidades domésticas de Uberlândia. As de vidro não são vendidas nem pela internet, onde só foram encontradas unidades usadas.

Utensílios exigem ‘cura’

Em vez do preço e da estética, na hora de escolher uma panela é preciso ter em mente três fatores: a saúde dos usuários, a praticidade e a funcionalidade da peça. Há materiais que precisam de um preparo especial antes do uso. O processo, chamado de cura, varia de acordo com o tipo da panela.

As de inox, por exemplo, liberam níquel nos primeiros usos. Para evitar a contaminação, é preciso ferver água por três vezes antes de preparo alimentos. As de barro requerem impermeabilização, com óleo e fervura, assim como as de ferro. Durante a compra, o consumidor deve buscar informações sobre como realizar o procedimento com segurança.

“Prefiro ganhar uma panela a uma joia”, diz colecionadora

A dona de casa e blogueira Kris Nardini é colecionadora de panelas. Desde a infância, quando rondava a cozinha da avó, descendente de italianos, ela era fascinada pela alquimia do preparo de alimentos. Segundo ela, a família é famosa pelas delícias que prepara e sempre se reuniu em torno do fogão. Na cozinha, ela tem cerca de 50 modelos de panelas diferentes, de todos os materiais que já encontrou.

Em datas comemorativas, como aniversário, Dia das Mães e Natal, ela prefere ganhar utensílios e livros sobre culinária a qualquer outro produto. “Sou apaixonada. Prefiro ganhar uma panela a uma joia”, disse.

Além das que ela ganhou e comprou, sobretudo em viagens, Kris Nardini tem panelas de mais de 80 anos herdadas dos avós. Nos armários, ela guarda uma pequena fortuna em panelas. “Cada uma delas carrega uma história, uma tradição. As minhas prediletas são as mais antigas. Tenho um fogão a lenha na minha casa só para usá-las.”

A dona de casa, que cozinha todos os dias para o marido e filhos e, aos fins de semana, para amigos, diz que a preocupação com a escolha da panela certa e o cuidado que se toma ao limpá-las e guardá-las é permanente. “Não precisamos correr riscos desnecessários. Cozinhar é um prazer e é assim que deve ser. Sigo todos os processos de cura, que considero verdadeiros rituais, e procuro saber tudo sobre o material”, disse Kris Nardini, que mantém o blog Cozinhando para Relaxar .

Resíduos podem prejudicar

De acordo com a nutricionista Flaviana Pereira de Oliveira, os danos à saúde causados pelos resíduos liberados nas panelas não chegam a ser graves. Porém, eles devem ser evitados. Uma pessoa saudável pode eliminar o excesso de substâncias tóxicas, mas se houver algum comprometimento da saúde, a pessoa pode ter problemas.

Um doente crônico dos rins ou fígado, por exemplo, deve tomar mais cuidado, já que o processo de eliminação das substâncias pelo organismo é menos eficiente. Em alimentos preparados para crianças e idosos também é necessário ter cautela.

A intoxicação pode acontecer por metais nocivos, como o alumínio, ou resíduos de alimentos não retirados das panelas. Cuidados no manuseio e limpeza das peças evitam que a superfície seja comprometida e que resíduos sejam acumulados.
Panela de cobre lava-se com limão. Já a de ferro, para evitar a ferrugem, deve levar uma fina camada de óleo ao ser guardada. As de barro e de pedra devem ser secadas na chama do fogão para evitar mofo.

“São pequenos cuidados que eu tomo. Dá trabalho, mas ao mesmo tempo são rituais preciosos, criados pela sabedoria popular, mas que a ciência comprova a cada novo estudo”, disse Kris Nardini, dona de casa e colecionadora de panelas.

Pedra foi o 1º material

O primeiro material usado pela humanidade no preparo de alimentos foi a pedra esculpida, na forma de utensílio. Em seguida, a cerâmica, para guardar e cozinhar. A preocupação com a necessidade de melhorar as características sensoriais e sanitárias dos alimentos contribuiu para a busca de novos materiais.

Após a revolução industrial, na busca pelo material ideal, constatou-se que não existia apenas um, e sim vários, dependendo da disponibilidade geográfica, do tipo do alimento e da preparação a ser realizada.

Principais vantagens e desvantagens, dependendo do manuseio

Alumínio
Vantagem: Leveza, rápido aquecimento e praticidade
Desvantagem: Aderência, altera a forma com o tempo e liberação de alumínio
Preço médio de uma peça de 2 litro: R$ 40

Antiaderente
Rápido aquecimento, fácil higienização e praticidade
O material se solta com o tempo, formação de aminas cancerígenas e não pode ser levada ao fogo vazia
R$ 90

Barro
Vai ao forno e na chama, mantém o alimento aquecido
Peso e requer cura
R$ 40

Cerâmica
Mantém o aquecimento e fácil higienização
Liberação de chumbo, queima facilmente o alimento
R$ 80

Cobre
Aquecimento rápido e homogêneo
Altera a cor do alimento e libera cobre
R$ 70

Esmaltado
Peso e fácil higienização
Queima facilmente o alimento e o material se solta com o tempo
R$ 70

Ferro
Previne anemia, alta durabilidade e mantém o calor do alimento
Peso, cuidados ao secar e guardar e interfere na cor e no sabor
R$ 70

Inox
Fácil higienização, alta durabilidade e pode ser usada para guardar
Escurece com o tempo, libera níquel nos primeiros usos e requer cura
R$ 90

Pedra-sabão
Antiaderente natural, mantém o aquecimento e libera cálcio e ferro
Fragilidade, peso e requer cura
R$ 65

Titânio
Fácil higienização e atóxica
Preço e superaquecimento
R$ 250

Vidro
Visualização do alimento, atóxico e pode ser usado para guardar
Fragilidade, aderência e peso
R$ Não encontrada

10 comentário para “Panelas: uma mania

  1. Kris minha meta é ter todos os modelos da Le Creuset na cor azul. Mas tb sou louca pelas de cobre, mas quam sabe se eu ganhar na mega sena kkkkkk….
    Adorei a entrevista!!! Chiquérrima!!!!
    Bjs

  2. Olá Kris…Encontrei seu blog ao acaso e gostei muito do que vi. Estou começando agora nessa "historinha" de blog e estou me divertindo muito, depois de uma passeadinha no meu. Mas além de dizer que adorei seu blog, me chamou atenção sobre as panelas…rs E queria saber se você poderia me ajudar. Ano passado fui a BH e comprei umas panelas de pedra sabão. Uma delas veio com rechaud. Gostaria de saber como fazer a cura dessas panelas, porque vejo em cada site uma coisa diferente. As minhas de barro fiz a cura conforme veio nas instruções e deu certo, mas nestas de pedra não vieram instruções. Tenho medo de arriscar e quebrar minhas panelinhas tão lindas, mas estou doida para estreiá-lassss…rsrs Se puder me ajudar eu agradeço, principalmente em relação à cura do rechaud.

    Obrigada desde já.
    Janaína

  3. Tô vendo que poe aqui todo mundo gosto de ganhar panelinhas, também…hehehehe

    Tati, a Le Creuset azul é sua marca registrada, né? São lindas demais!!!
    Eu não tenho vontade de ter todas, só as maiores!!! Eu fico imaginando que poderiam criar uma que caiba uma feijoada para 40 pessoas! Eu ia morrer!!! hahahaha

    Beijos

  4. Jana, que bom ter você aqui! Vou passar lá no seu blog!
    Olha, eu sempre curto a panela de pedra colocando água fria e levando ao fogo baixo. Quando a água ferve eu desligo o fogo e deixo a água esfriar completamente. Aí eu unto com óleo e volto ao fogo novamente. Repito o processo de untar e levar ao fogo 2 ou 3 vezes e pronto.Só tome cuidado para não colocar em fogo muito alto quando estiver só com o óleo, tá?

    Beijinhos

  5. Olá, Liliane…
    Eu tenho duas cozinhas. As panelas maiores ficam na cozinha caipira e na outra cozinha eu tenho dois armários só para guardar as panelas.
    Se precisar eu guardo até no quarto….hehehehe

    Beijos

  6. Olá, meu nome é Marley, eu amei a matéria e gostaria de pedir uma ajuda para saber como fazer a cura certa de uma panela de barro e também de uma chapa de pedra sabão (picanheira).
    As tampas dessas paneas, seja de barro ou pedra sabão, também precisam ser curadas? Como?
    Por favor, me ajude se puder.
    Meu e-mail: marley@carvacon.com.br
    Desde já, agradeço.
    Umm abraço.

  7. Gente eu ja curei nove panelas de barro, comigo sempre deu certo, não ficou o gosto do barro nem o gosto de óleo queimado. Vamos lá: Deixo a panela submersa em água por 48 horas, retiro e deixo secar à sombra por mais umas 4 horas. Em seguida eu unto a parte de dentro da panela com óleo de soja, cuidado para não exagerar no óleo, é somente untar mesmo tomando o cuidado para não acumular óleo escorrido no fundo da panela, se acumular pode ficar uma mancha preta meio grudenta no fundo, minha primeira panela foi assim mas também não vai estragar o processo. Não precisa untar a panela por fora e a tampa também não precisa ser untada. Leve ao fogo baixo por uns 10 min e aumente para perto do máximo até a panela secar, ela ficar mais clara e parar de sair a fumaça. Pronto, desligue o fogo e deixe esfriar naturalmente. Depois de fria, lave a panela com esponja, cuidado não a esponja de aço, sabão neutro. Agora e só ser feliz e colocar as receitas em prática….

  8. se a panela de pedra pé feitsmde niquel ela não vai soltar niquel qdo for cuzinhar os alimentos

    e as de barro naõ solta nada
    tenho que comprar panelas urgente
    e naõ sei seria a que naõ solta estes
    metais
    eu uma panela de pressaõ de pedra sabao
    mas estou nao sei e se soltar niquel com o tempo.

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