Acarajé do cerrado, uma imitação do Aprazível…

No final de Agosto fomos com amigos para o Rio de Janeiro e já chegamos com o Aprazível em primeiro lugar na nossa lista de restaurantes para visitar. Tanto eu quanto a Kamilota éramos loucas para conhecer esse restaurante.
E foi a melhor surpresa pra nós!
O restaurante é simplesmente MARAVILHOSO!!!!!
Petiscos, entradas, pratos principais, caipirinhas… tudo perfeito! E, PASMEM, foi uma das melhores galinhadas que já comi na vida!
Isso sem contar a vista, o atendimento e o aconchego do lugar….
Gostamos tanto que chegamos lá para o almoço e só saímos depois do jantar!

Experimentamos todos os tipos de caipirinha que eles ofereciam… A minha preferida? A de lima da pérsia, que era perfeita!

O meu petisco preferido? O acarajé do cerrado, que é, nas palavras deles: “pastel de angu, recheado com carninha moída apimentada. Acompanham jiló agridoce e vinagrete de tomatinho verde”.  Repararam que eles também falam tudo no diminutivo, como eu? Já fiquei apaixonada só de ler!

Quando a Kamilota me falou que ia tentar reproduzir essa maravilha no feriado que passamos na chácara eu não acreditei que ficaria tão bom quanto os do Aprazível.
E não é que ficou até melhor?

Gentem…. Esse petisco é dos Deuses! É tão bom, mas tão bom que comi 3 de café da manhã no último domingo! hahahahaha
Acordei de ressaquinha e MORTA de fome… a primeira coisa que fiz foi pedir para a Dona Inês fritar alguns e fazer um vinagrete com muuuito coentro!
Me acabei neles!

Pedi a receita da Kamilota e posto aqui para vocês.

E dou duas dicas imperdíveis: quando você for ao Rio de Janeiro, não deixe de conhecer o Restaurante Aprazível. Se você não puder ir, faça o acarajé do cerrado em casa e coma tomando uma caipirinha de lima da pérsia, pensando em mim, tá? E, se morar em Uberlândia me convide que eu vou sem pensar duas vezes!

Para o pastel de angu:

2 litros de água
sal a gosto
1 quilo (ou menos) de fubá de canjica (aquele mais fininho)
4 colheres, das de sopa, de óleo
1 colher, das de café, de bicarbonato
1 copo, tipo americano, de polvilho ( a Kamilota usou o doce, mas o certo é o azedo! Eu comprei enganada!)

Ferva a água e o óleo e assim que levantar fervura junte o sal e o bicarbonato.
Vá acrescentando o fubá, aos poucos, e mexendo rapidamente com uma colher para não empelotar.
Fique de olho no fubá… as vezes não precisa usar tudo. A massa deve ficar pesada e compacta.
Assim que engrossar, cozinhe por mais alguns minutos e transfira a massa para uma bacia grande.
Vá mexendo para a massa perder um pouco de calor e junte o polvilho. Sove a massa como se fosse pão de queijo, para que o polvilho se incorpore.
Cubra com um pano úmido e prepare o recheio.

Recheio :

100 ml de azeite de dendê
4 dentes de alho, amassados
1 cebola média, bem picada
1 quilo de carne moída de primeira
pimenta ardida a gosto
1 colher, das de sopa, de polvilho, misturado a 200 ml de água
sal e pimenta moída na hora a gosto

Coloque a metade do dendê em uma panela aquecida e junte o alho e a cebola. Cozinhe até a cebola ficar dourada e junte a carne. Deixe a cerne dourar, sem acrescentar nenhuma água.
Assim que a carne estiver dourada e bem sequinha tempere com sal, pimenta ardida e pimenta do reino.
Acrescente a água com polvilho e cozinhe até dar uma leve engrossada.
Junte o restante do dendê e espere esfriar para rechear.

Os acompanhamentos:

Faça um vinagrete com tomates verdes, cebola e bastaaaante coentro e tempere com sal, limão e pimenta.

Faça um jiló agridoce:

30 jilós sem cascas em rodelas bem finas
2 colheres, das de sopa, de sal
3 copos de água
1 copo de açúcar

Coloque os 3 copos de água e o açúcar em uma panela e cozinhe até ficar uma calda rala. Reserve.
Descasque e fatie o jiló e coloque de molho em água fria com as duas colheres de sal por 2 horas.
Retire o jiló dessa água fria com sal e afervente por 1 ou 2 minutos. Retire o jiló da água quente, passe por água gelada, escorra muito bem e coloque em uma travessa.
Cubra o jiló com a calda de açúcar e deixe tomar gosto por algumas horas ou de um dia para o outro.

1 comentário para “Acarajé do cerrado, uma imitação do Aprazível…

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